quarta-feira, 18 de maio de 2011

Governo acusa esquerda de manipular 15-M

Manifestação conturba semana de campanha dos candidatos

André de Virgiliis

MADRI. Há 5 dias das eleições, Esperanza Aguirre, presidenta de província de Madrid disse ter medo de que a oposição se aproveite do movimento 15-M para atingir seu partido, o PP (Partido Popular). Há rumores de que o candidato socialista, Tomás Gómez, tenha enviado um emissário para apurar se sua presença entre os manifestantes seria bem aceita. Os acampados, no entanto, não teriam mostrado entusiasmo com a ideia. Eles negam qualquer tipo de vinculação política.

A presidenta chegou a recomendar aos manifestantes que mostrem toda a sua indignação votando contra o PSOE , Partido Socialista Operário da Espanha, sigla do primeiro-ministro José Luis Zapatero. Depois, ironizou um dos cartazes levados pelos manifestantes dizendo “Esperanza, we hate you” (Esperanza, te odiamos). Segundo a política, graças à implementação da educação bilíngue nas escolas da capital, mais madrilenos podem compreender a frase.

Depois de Aguirre, canal de TV espanhol Interconomía alega que “socialistas e comunistas dirigem o motím de Madri”

Um dos revoltosos disse que Tomás Gómez de fato havia telefonado a um líder de um dos coletivos organizadores do protesto para analisar os efeitos de uma possível visita. Um representante do candidato, porém, negou que tenha existido qualquer tipo de contato entre o partido e os manifestantes.


Ao menos na foto, o clima entre os candidatos ao governo de Madri é de paz

O movimento que está sendo chamado pelo governo de “anti-sistema” começou na tarde de domingo e segue firme. Espera-se que mais uma manifestação de impacto seja organizada pelos acampados para o próximo fim de semana.

Praça em Madri permanece tomada por protesto

Manifestantes culpam governo pela atual situação política e social do país

André de Virgiliis

MADRI. Após quatro dias, milhares de pessoas ainda ocupam a Puerta del Sol, principal praça da capital espanhola. Elas se concentram em frente a sede do governo regional desde a manifestação do último domingo, dia 15. A intenção é pressionar o gabinete de Esperanza Aguirre, governante da província de Madri.

A madrugada de quarta-feira trouxe um novo objetivo ao movimento já batizado como 15-M. Durante uma assembleia organizada nas primeiras horas de hoje, uma voz ao megafone perguntou se os manifestantes queriam permanecer acampados na praça. A resposta veio em um grito unido, “Sim!”. Agora, a intenção é prolongar o movimento até domingo, dia das eleições regionais.


Em frente à sede do governo regional, protestantes mostram ao que vieram

A multidão cresce graças às convocações constantes nas redes sociais por coletivos civis. A organização impressiona, enquanto uns trabalham ou estudam, os outros permanecem na praça, sempre guardando turnos. Foram criadas ainda sete comissões de trabalho no acampamento: alimentação, infraestrutura, ação, comunicação, coordenação interna, limpeza e assessoria jurídica. A expectativa dos porta-vozes do grupo é que o protesto receba mais pessoas de hoje até o fim da semana. Uma nova ação de impacto está sendo preparada para sexta-feira ou sábado.

A plataforma Democracia Real Ya!, responsável por organizar o 15-M decidiu se desvincular oficialmente do movimento. “Apenas iniciamos tudo isso, agora os cidadãos estão organizando a si mesmos.”, declarou Carlos Paredes, um dos representantes do grupo.


Vídeo com cenas do confronto e entrevistas



Vista aérea da praça tomada

Leia Mais: Feriado na Espanha é marcado por manifestações em todo o país

Um pouco do que os revoltosos de Madri pensam

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um pouco do que os revoltos de Madri pensam

Entrevista na íntegra com dois participantes das manifestações de Madrid no dia 15/05/11.

domingo, 15 de maio de 2011

Domingo é marcado por manifestações em todo a Espanha

Estudantes, trabalhadores e aposentados foram às ruas para protestar contra o governo uma semana antes das eleições regionais

André de Virgiliis e Fabien Ghestem

MADRI. O feriado de San Isidro foi celebrado de maneira diferente por alguns espanhóis. Na tarde deste domingo, milhares de pessoas atenderam às convocações feitas no Facebook e tomaram as ruas da Espanha. A intenção era protestar contra as medidas tomadas pelo governo para contornar a crise econômica. Até o momento contabiliza-se que 52 cidades participaram das manifestações que, na maior parte do país, correram de forma pacífica. Na capital, entretanto, houve violência para conter os ânimos de alguns revoltosos. De acordo com as contas da polícia madrilena, 16 pessoas foram presas e duas sofreram ferimentos. Quem estava ali, no entanto, pode ver que o número de feridos foi bem maior. A manifestação foi organizada pelo grupo Democracia Real Ya.

Os manifestantes, que pediam à população que votasse nulo, se concentraram na Plaza de Callao (vide mapa) com as mãos para o alto enquanto gritavam “Essas são nossas armas!”. Apesar do grande número, não puderam furar o bloqueio dos agentes da Unidade de Intervenção Policial – mais conhecidos como antidistúrbios – que tentavam evitar que o protesto alcançasse a Gran Vía, uma das avenidas mais importantes da cidade.

Cercados, os revoltosos fugiram em direção à Puerta del Sol – um dos maiores pontos turísticos de Madri –, ateando fogo em latões de lixo e montando obstáculos para evitar a evolução dos policiais. No caminho, protestantes que se descolaram da massa acabaram sendo covardemente agredidos e alguns presos.


Policiais se organizam para novo confronto

Já na Puerta del Sol os manifestantes se reorganizaram e ganharam força. Os policiais não hesitaram em usar seus morteiros, escudos e porretes para conter os mais exaltados. Uma parte do grupo de revoltosos entrou em novo confronto com a polícia e teve que fugir pela Calle del Correo, em direção a região de Tirso de Molina. Durante a fuga, os enfrentamentos se tornaram mais violentos. Estudantes e trabalhadores, mais uma vez, montaram barricadas com metais e fogo para impedir a passagem dos carros que traziam os policiais. Nesse caminho várias pessoas foram agredidas mas acabaram fugindo sem pedir socorro, o que pode ter ocasionado o equívoco nas informações oficiais até o momento.

Depois de alguns minutos de muita correria e explosões, a polícia conseguiu dispersar os manifestantes. Os que restaram, se organizaram na Praça del Sol e puderam festejar ao ver a maior parte das forças policiais deixarem o lugar.


Sentados, estudantes ironizam as autoridades: “Logo dirão que somos cinco ou seis”


Compacto com cenas dos confrontos e entrevistas.


1 – Plaza de Callao; 2 – Gran Vía; 3 – Puerta del Sol; 4 – Calle del Correo.

Agradecimentos: Inacio Martinelli e Rita Correia

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

oi!

Este site está em constante construção.

Você pode navegar pelos textos utilizando o menu ao lado, eles estão organizados por tipos.

Não deixe também de entrar no meu outro blog, utilizando o link no alto à direita ou entrando diretamente em www.diario-ag.blogspot.com, aqui você vai encontrar meu diário de viagem de mochilão por Bolívia, Peru e Chile com meu amigo Guilherme (Maricá) Fagundes.

Espero que goste.

André de Virgiliis
andrestv89@gmail.com

matéria: grife don diz

Gêmos cariocas se destacam nos states
Thadeu e Felipe Diz mostram seu talento no cenário internacional da moda

André de Virgiliis

Irmãos gêmeos, naturais do Rio de Janeiro, Thadeu e Felipe rodaram meio mundo até se radicarem em Los Angeles. Lá, tiveram seus talentos testados ao trabalhar em marcas já consolidadas no mercado mundial como Abrecrombie & Fitch, Channel e Louis Vuitton.

Com experiência de sobra e à procura de um novo desafio, os irmãos, sempre juntos, deram à luz a um novo projeto em 2007, a grife Don Diz. A marca, que tem o sorvete com logotipo, traz estampas descontraídas, modernas e carregadas de um estilo urbano sempre presente em cidades como Nova York e Los Angeles. A inspiração vem da própria vida dos gêmeos, dos seus pensamentos e visões e tem como objetivo alcançar pessoas de diferentes estilos.

Mas toda essa irreverência anda de mãos dadas com uma boa dose de seriedade, como não poderia deixar de ser em uma empresa de sucesso. Todas as peças, estampas e lavagens são rigorosamente testadas e retestadas até que estejam perfeitas e só aí são lançadas. Além disso, a grife não esquece a filantropia. Parte do lucro obtido com a venda das peças da sub-coleção Flag Cone Series é revertido para ajudar os necessitados, que na verdade, sempre foi uma das motivações principais para a existência da grife.

Além dos irmãos Diz, a equipe também conta com uma senhora equipe de designers: Pedro Seixas, Paulo Feitosa e Yumi Inada.

Por enquanto a Don Diz só está operando nos Estados Unidos. Mas a boa notícia é que os irmãos Diz já noticiaram que muito em breve estarão trazendo a marca ao Brasil, o bom filho à casa torna.

www.dondiz.com



matéria: los hermanos

Enquanto os Hermanos não vêm
Saiba como matar a saudade do som do Los Hermanos enquanto a banda não volta

André de Virgiliis

A banda Los Hermanos se apresentou nessa sexta-feira, dia 20, no Rio de Janeiro e sábado, dia 22, em São Paulo. No embalo dessas apresentações, muito se voltou a discutir sobre a separação do grupo, já que ela nunca foi anunciada oficialmente por seus integrantes. De qualquer forma, após quase dois anos sem nenhuma atividade em conjunto, dá pra dizer que foi o show da volta do grupo carioca. Resta saber se foi uma volta definitiva ou apenas um show de reunião e nada além. Ainda paira a dúvida.

Mas ao invés de perder tempo discutindo isso, vale mais a pena dar uma passada nos trabalhos que estão sendo desenvolvidos pelos integrantes da banda nesse meio tempo.

Marcelo Camelo decidiu aproveitar esse período para embarcar em sua carreira solo. Em 2008 lançou o álbum “Sou”. O disco apresenta 14 canções compostas por Camelo e conta com várias participações especiais. A pianista Clara Sverner, a banda paulistana Hurtmold e o imortal sanfoneiro Dominguinhos são alguns dos artistas que participam do CD. Mas sem dúvida o destaque é Mallu Magalhães. Em meio a muito “disse-me-disse” sobre estar, ou não, namorando Marcelo, a menina de 16 anos mostrou que já sabe muito bem o que quer. Diretamente do site de relacionamentos MySpace, onde fez muito sucesso, participou de maneira genial da faixa “Janta” que acabou por ser escolhida pela revista Rolling Stone como a melhor faixa do ano de 2008. Tá bom né?

Sucesso de público e crítica, “Sou” só vem a reforçar o enorme talento de Marcelo Camelo mesmo sem as guitarras e bateria marcantes que podiam ser ouvidas em algumas de suas canções nos Hermanos. Um estilo mais tranquilo, a mesma qualidade.

Já Rodrigo Amarante traçou um caminho alternativo. Ele, que havia conhecido Fabrizio Moretti - brasileiro e baterista do The Strokes - em um festival em Lisboa um ano antes, se juntou a ele e, posteriormente, à multi-instrumentista Binki Shapiro e deu início à banda Little Joy em 2007. Os três se reuniram em Los Angeles e compuseram, lá, o álbum honônimo à banda. O lançamento acoanteceu em 2008 e a produção traz onze faixas. O álbum “Little Joy” teve como produtor Noah Georgeson, aquele mesmo que já havia produzido músicas de Devendra Banhart. Faixas como “No One’s Better Sake”, “The Next Time Around” e “Unattainable” traduzem bem o estilo da banda com melodias suaves e letras – em inglês - carregadas de poesia. A lembrança à lingua materna aparece na última faixa, “Evaporar” interpretada por Amarante.

Assim como Camelo, Amarante conseguiu manter a qualidade de seus trabalhos que sempre o companhou na antiga banda, atingindo, se não superando, todas as expectativas em seu álbum.

E aí surge a pergunta, “Mas e os outros dois Hermanos?”. Sem tanto destaque, Bruno Medina acompanha Adriana Calcanhoto, tocando teclado. Já Rodrigo Barba entrou em turnê com a banda de hardcore Jason, aquela mesma que tocava junto com o Los Hermanos em 1998. Ele participa ainda da banda mineira Latuya e, em meados de 2007, se tornou baterista da banda Canastra, substituindo Marcelo Callado. Vale a pena dar uma ouvida em Canastra, uma banda de som bem próprio e descontraído.

Fica a certeza de que o Los Hermanos nunca deixará de existir e todos esses trabalhos paralelos só deixam aos fãs motivos de sobra pra sorrir e esperarem tranquilos a volta dos velhos e bons Hermanos, até lá a galera não ficará na mão.